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Dia da Luta Contra a Violência à Mulher

Oi, pessoal!

O dia 10 de outubro é conhecido como o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher.

A data tem como objetivo incentivar a reflexão dos números da violência contra a mulher e o que se tem feito para combater o problema.

Mas, quando paramos para pensar, é triste termos que ter um dia no ano para algo que nem deveria existir, pois violência não é a solução e nem direito de ninguém.

A Constituição brasileira consagra a igualdade entre homens e mulheres, mas, infelizmente, entre o enunciado constitucional e a dura realidade social ainda há um abismo […], e a luta pelo fim da violência doméstica permanece um problema que exige empenho, pois deixa marcas não apenas na mulher, mas também em crianças e jovens.

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A Lei Maria da Penha, nº 11.340, de 2006  tem 10 anos, é conhecida por 98% da população brasileira. E apesar da Lei ter se tornado popular, a violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil ainda persiste, sendo realidade para milhões de mulheres.

A cultura de superioridade masculina, associada ao senso comum de que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”, estimula as práticas de violência doméstica contra as mulheres que, quase sempre, são silenciadas por vergonha ou por medo.

A violência pode ocorrer dentro e fora do âmbito familiar e não se limita a um ambiente físico, pois há casos em que basta a existência de uma relação íntima de afeto com agressor, como o caso de namorados ou “ficantes”.

ENTENDA OS TIPOS DE VIOLÊNCIA CONTRA À MULHER:

→ São cinco tipos de atitudes violentas contra as mulheres: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.

A violência física é representada por qualquer ato que prejudique a saúde ou a integridade do corpo da mulher. É praticada com o uso da força física, não acidental, que causa lesão à vítima.

São tapas, empurrões, socos, mordidas, chutes, queimaduras, cortes, estrangulamento, lesões por armas ou objetos, exigência de ingestão de medicamentos desnecessários ou inadequados, álcool, drogas ou outras substâncias, inclusive alimentos.

A violência psicológica é bastante ampla e resulta de qualquer ato que coloque em risco o desenvolvimento psicoemocional da mulher.

É toda ação ou omissão que causa ou visa causar dano à autoestima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa.

Inclui insultos constantes, humilhação, desvalorização, chantagem, isolamento de amigos e familiares, ridicularização, rechaço, manipulação afetiva, exploração, negligência, ameaças, privação arbitrária da liberdade, confinamento doméstico, críticas pelo desempenho sexual.

A violência sexual inclui qualquer ação cometida para obrigar a mulher, por meio da força física, coerção ou intimidação psicológica, a ter relações sexuais ou presenciar práticas sexuais contra a sua vontade.

Ocorre em uma variedade de situações como estupro, sexo forçado no casamento, abuso sexual infantil, abuso incestuoso e assédio sexual. Também acontece quando a mulher é obrigada a se prostituir, a fazer aborto ou a usar anticoncepcionais.

A violência patrimonial, econômica ou financeira, ocorre quando o agressor retém, subtrai, parcial ou totalmente, destrói os bens pessoais da vítima, seus instrumentos de trabalho, documentos e valores, como joias, roupas, veículos, dinheiro, a residência onde vive e até mesmo animais de estimação.

A violência moral ocorre quando a mulher sofre com qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria praticada por seu agressor.

TRISTES DADOS:

Uma a cada cinco brasileiras é vítima de violência doméstica ou familiar.

Violência doméstica e familiar é “Qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. Lei Maria da Penha, Art. 5°.

75% das agressões são praticadas por homens com quem as mulheres têm ou tiveram relação afetiva.

66% das vítimas sofrem violência física.

♦ O Brasil ocupa o lugar no ranking mundial dos países com mais crimes praticados contra mulheres.

Estes dados são da Pesquisa sobre violência doméstica e familiar contra a mulher, realizada pelo DataSenado e divulgada em agosto de 2015.

→ Informações obtidas da Cartilha da Procuradoria da Mulher do Senado sobre a Lei Maria da Penha.

→ Leia a Cartilha completa: http://bit.ly/2dqY6UL

O Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher é uma data importante, pois é necessário falarmos sobre esse assunto tão presente na vida de muitas brasileiras.

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