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Impeachment, circo e total “vergonha alheia”

bruno-araujo-impeachment. devaneios etc por pris moraes

Oi, pessoal!

O último domingo, 17 de abril de 2016, com certeza entrou para a história da política brasileira, por conta da votação para o processo de impeachment da presidente Dilma.

Não importa qual era o lado escolhido na votação do impeachment da presidente Dilma, os brasileiros acompanharam em frente a telões espalhados pelas ruas das principais cidades do país ou em casa diante da TV a votação para a abertura do processo de impeachment. Parecia até final da copa do mundo!

Após 6 horas (!) de votação, a Câmara aprovou prosseguimento do processo de impeachment no Senado, tendo 367 votos favoráveis e 137 contrários.

Os deputados pró-impeachment comemoraram intensamente no plenário, com direito a bagunça, festa e até “eu sou brasileiro com muito orgulho , com muito amor” ( uma bagunça generalizada que não lembrava em nada um local de política e decisões sérias ).

A votação parecia mais um circo, total “vergonha alheia”, tanto que a sessão imediatamente gerou memes na internet.

Cada parlamentar teria até dez segundos para dizer seu voto. Mas muitos parlamentares ultrapassaram esse tempo e aproveitaram o tempo não para falar sobre o motivo do processo de impeachment mas para “dedicar” o voto à própria família, filhos, pais e, como não poderia faltar, a Deus.

Durante a justificativa de voto, os parlamentares usaram a palavra “Deus” 59 vezes . e a palavra “família” surgiu 136 vezes , de acordo com a transcrição dos discursos, no site da Câmara dos Deputados.

Antes da sessão da votação, houve mais de 40 horas de debates, que começaram na manhã de sexta-feira (15) e terminaram na madrugada de domingo, na sessão mais longa da história da Câmara.

O processo deve ser entregue ao Senado nesta segunda-feira (18). Para então ser apreciado pelos senadores, que poderão manter a decisão dos deputados e instaurar o processo ou arquivar as investigações.

Caso os senadores decidirem dar prosseguimento, a presidente Dilma deverá ser afastada por um período de seis meses (180 dias) e, neste período, enquanto o Senado irá julgá-la, Temer assumirá a Presidência da República.

No julgamento final pelo Senado, a presidente seria definitivamente deposta caso 54 senadores (dois terços do total) votarem pelo impeachment. Nesse caso, Temer assumiria o posto até a passagem do mandato para o próximo presidente eleito da República, em 1º de janeiro de 2019.

Aqui não importa qual partido segue ou o que acha de tal político, somos brasileiros e queremos um país justo e bom para se viver.

Agora temos que aguardar as cenas dos próximos capítulos desse Impeachment. E claro, não deixar de ficar de olho no que os políticos estão fazendo, afinal, o país inteiro está em crise, e ninguém mais aguenta não ter saúde, segurança, trabalho e educação, enquanto os políticos ficam cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres.

Acompanhe as notícias pelo site do Senado Federal: clique aqui

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